Europa quer limitar ecrãs nos carros já a partir de 2027
Os interiores dos automóveis estão prestes a mudar radicalmente. Bruxelas quer travar uma tendência que considera perigosa.
Comissão Europeia quer reduzir distrações ao volante
A Comissão Europeia prepara novas regras para limitar o uso de ecrãs nos automóveis durante a condução, com entrada em vigor prevista para 1 de abril de 2027.
O objetivo passa por reduzir as distrações e tornar a condução mais segura, numa altura em que os veículos incorporam cada vez mais tecnologia digital.
Fontes europeias justificam a medida com uma ideia clara:
“os automóveis não podem ser smartphones com rodas”.
Ecrãs estão a tornar a condução mais complexa
Nos modelos mais recentes, tarefas simples como ajustar o ar condicionado ou mudar de estação de rádio passaram a exigir vários passos em ecrãs táteis.
Esta evolução tecnológica, embora mais avançada, tem vindo a aumentar a complexidade e o tempo de atenção desviado da estrada.
Nos bastidores das instituições europeias, este fenómeno foi descrito como “armas de distração maciça”, refletindo a preocupação crescente com a segurança rodoviária.
Limite definido: 300 cm² de ecrã ativo
A proposta estabelece um limite máximo de 300 cm² de área ativa de ecrã durante a condução.
Na prática, isto corresponde a cerca de 10 polegadas, dependendo do formato do ecrã.
O conceito não impede a instalação de ecrãs maiores, mas restringe a área que pode estar ativa com o veículo em movimento. O restante deverá permanecer desligado.
Vários ecrãs continuam possíveis, mas com regras
Os fabricantes poderão continuar a integrar múltiplos ecrãs nos veículos, incluindo painéis digitais, ecrãs centrais e sistemas para passageiros.
No entanto, a soma da área ativa de todos os ecrãs não poderá ultrapassar o limite imposto.
Curiosamente, o smartphone também entra nesta equação, podendo influenciar a área total disponível para utilização digital durante a condução.
Indústria terá de adaptar-se rapidamente
A Comissão Europeia estabeleceu um prazo relativamente curto para implementação das novas regras, obrigando os fabricantes a adaptarem-se até 2027.
Isto poderá implicar mudanças significativas no design dos interiores, com redução do tamanho dos ecrãs, simplificação das interfaces ou limitação das funcionalidades disponíveis em movimento.
Segundo a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, o objetivo é claro:
“menos distração, mais condução”.
Regresso a uma condução mais intuitiva
A medida pretende recuperar uma abordagem mais intuitiva na interação com o automóvel, privilegiando comandos físicos e interfaces simples.
Este regresso a soluções mais diretas pode melhorar a segurança e reduzir o tempo de reação dos condutores.
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