Elétricos usados até 20.000€: os modelos que valem a pena
O mercado automóvel está a mudar a um ritmo acelerado e os carros elétricos deixaram de ser uma curiosidade tecnológica para se tornarem uma opção real para milhares de condutores em Portugal. Se há poucos anos os preços elevados afastavam muitos compradores, hoje o cenário é diferente: o mercado de usados abriu a porta a elétricos acessíveis, capazes de responder às necessidades do dia a dia sem comprometer o orçamento.
Com um teto de 20.000€, já é possível encontrar modelos elétricos usados com autonomia suficiente para utilização urbana e suburbana, custos de utilização muito reduzidos e níveis de equipamento interessantes. No entanto, escolher um elétrico usado exige atenção redobrada a fatores como estado da bateria, tecnologia disponível e tipo de utilização anterior.
Neste artigo, analisamos os melhores carros elétricos usados até 20.000€, explicando o contexto do mercado, os principais modelos disponíveis, as suas características técnicas, pontos fortes e aspetos a observar antes da compra, ajudando a tomar uma decisão informada num segmento em rápida evolução.
Comprar um elétrico usado vale a pena?
A compra de um elétrico usado deixou de ser uma aposta arriscada e passou a ser, para muitos condutores, uma escolha racional.
Por um lado, os custos de utilização continuam a ser uma das grandes vantagens. A eletricidade é mais barata do que os combustíveis fósseis, a manutenção é mais simples e os impostos tendem a ser mais baixos. Por outro, a evolução tecnológica fez com que muitos modelos lançados há alguns anos continuem perfeitamente válidos hoje, sobretudo para quem faz percursos previsíveis.
Além disso, a desvalorização inicial dos elétricos novos beneficia diretamente o mercado de usados, permitindo aceder a modelos que, em novo, estavam fora do alcance de muitos orçamentos.
O que avaliar antes de comprar um elétrico usado?
Antes de entrar nos modelos concretos, é essencial compreender os principais pontos de atenção neste tipo de compra.
Estado e garantia da bateria
A bateria é o componente mais importante e mais caro de um carro elétrico. Deve ser avaliado:
- O estado de saúde (SOH), quando disponível
- A autonomia real atual
- Se ainda existe garantia do fabricante
Muitos modelos oferecem garantias de 8 anos ou 160.000 km para a bateria, o que pode ser um fator decisivo.
Autonomia real vs. autonomia anunciada
Em elétricos usados, a autonomia anunciada em WLTP deve ser encarada como referência. Na prática, fatores como idade da bateria, temperatura e tipo de condução influenciam bastante os valores reais.
Tipo de carregamento e compatibilidade
É importante confirmar:
- Se o carro aceita carregamento rápido DC
- A potência máxima de carregamento
- Compatibilidade com postos públicos
Estes aspetos afetam diretamente a experiência diária.
Nissan Leaf

O Nissan Leaf foi lançado em 2010 e tornou-se rapidamente o elétrico mais vendido do mundo durante vários anos. No mercado de usados até 20.000€, destacam-se unidades da primeira geração (2010-2017) e da segunda geração inicial (a partir de 2017).
As versões mais comuns incluem baterias de 24 kWh, 30 kWh e, nas unidades mais recentes, 40 kWh.
Pontos positivos
O Leaf é conhecido pela sua fiabilidade, simplicidade de utilização e boa habitabilidade. É confortável, fácil de conduzir e adequado tanto para cidade como para trajetos suburbanos.
Pontos a observar
Nas versões mais antigas, a ausência de refrigeração ativa da bateria pode resultar em degradação superior, especialmente em carros muito utilizados em carregamentos rápidos.
Renault Zoe

O Renault Zoe foi lançado em 2012 e tornou-se um dos elétricos mais populares da Europa. Ao longo dos anos, recebeu várias atualizações de bateria, passando de 22 kWh para 41 kWh e, mais tarde, 52 kWh.
No orçamento até 20.000€, encontram-se sobretudo unidades com bateria de 41 kWh, que oferecem autonomias reais interessantes para o dia a dia.
Pontos positivos
O Zoe destaca-se pela eficiência, dimensões compactas e bons consumos. É particularmente indicado para utilização urbana e para quem carrega frequentemente em casa.
Pontos a observar
Algumas unidades antigas funcionavam com regime de aluguer de bateria. É essencial confirmar se a bateria é propriedade do veículo ou se existe contrato associado.
BMW i3

O BMW i3 foi lançado em 2013 como um elétrico premium urbano, com uma abordagem técnica muito distinta. Utiliza uma estrutura em fibra de carbono e alumínio, o que lhe confere leveza e eficiência.
Existem versões totalmente elétricas e versões com extensor de autonomia (REx). No mercado até 20.000€, surgem unidades com baterias de 22 kWh e 33 kWh.
Pontos positivos
O i3 destaca-se pela qualidade de construção, comportamento dinâmico e interior moderno. Mesmo hoje, continua a parecer um carro à frente do seu tempo.
Pontos a observar
O espaço traseiro e a bagageira são limitados, e o design pode não agradar a todos. A manutenção deve ser feita em oficinas com experiência no modelo.
Volkswagen e-Golf

O Volkswagen e-Golf foi lançado como versão elétrica do Golf tradicional, mantendo o aspeto e a ergonomia do modelo a combustão. As primeiras versões tinham bateria de 24 kWh, passando mais tarde para 35,8 kWh.
Até 20.000€, encontram-se unidades da versão atualizada, com autonomia real suficiente para utilização diária.
Pontos positivos
O e-Golf oferece conforto, qualidade de construção e facilidade de adaptação para quem vem de um carro convencional. É silencioso, estável e bem equipado.
Pontos a observar
A autonomia não é tão elevada como em elétricos mais recentes, o que pode ser limitador para quem faz muitos quilómetros.
Hyundai Ioniq

O Hyundai Ioniq Electric foi lançado em 2016 e destacou-se desde cedo pela eficiência energética. Equipado com bateria de 28 kWh nas primeiras versões, oferece consumos muito baixos.
Pontos positivos
É um dos elétricos mais eficientes do mercado, com boa autonomia real face à capacidade da bateria. Oferece bom espaço interior e condução confortável.
Pontos a observar
A estética é mais discreta e a oferta de unidades usadas pode ser mais limitada do que noutros modelos.
Elétricos usados até 20.000€: para quem fazem sentido?
Este tipo de carro é especialmente indicado para:
- Utilização urbana e suburbana
- Condutores com carregamento doméstico
- Quem faz percursos previsíveis
- Famílias como segundo carro
Para quem percorre longas distâncias diariamente sem possibilidade de carregamento frequente, as limitações de autonomia ainda devem ser ponderadas.
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