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Atenção: PSP alerta para a burla do "falso acidente"

Atenção: PSP alerta para a burla do "falso acidente"

A Polícia de Segurança Pública lançou um novo alerta sobre um esquema que está a crescer em Portugal. A chamada burla do “falso acidente” já soma centenas de denúncias e atinge sobretudo pessoas idosas e vulneráveis.

853 denúncias em quatro anos

A Polícia de Segurança Pública (PSP) revelou que “entre 2021 e 2025, foram registadas 853 denúncias deste tipo de crime, com um aumento significativo em 2025”.

Segundo a autoridade, este fenómeno caracteriza-se por “abordagens presenciais altamente manipuladoras, conduzidas por indivíduos com forte capacidade de persuasão, ausência de empatia e recurso frequente à intimidação. O objetivo é sempre o mesmo: levar a vítima a entregar dinheiro de imediato, convencida de que provocou um acidente ou causou danos materiais”.

Como funciona a burla do falso acidente

O método mais comum ocorre em parques de estacionamento, sobretudo de grandes superfícies comerciais.

De acordo com a PSP, “o suspeito aborda a vítima no momento em que esta faz uma manobra - muitas vezes marcha-atrás - e afirma que o veículo foi atingido. Segue-se um pedido de compensação imediata, acompanhado de pressão psicológica ou ameaça física”.

Noutros casos, nem sequer existe outro veículo envolvido. O burlão pode alegar ter sido atropelado ou afirmar que um objeto pessoal, como óculos ou telemóvel, foi danificado. Em ambos os cenários, exige pagamento imediato para evitar alegadas “complicações” com seguradoras ou autoridades.

Mais recentemente, surgiram situações em que os autores apresentam terminais de pagamento automático (TPA) no local, insistindo no pagamento por multibanco.

Pressão psicológica e intimidação

A PSP sublinha que o esquema depende sobretudo da surpresa e do medo da vítima.

A pressão para resolver a situação “no momento” é uma das principais ferramentas utilizadas pelos burlões. Muitas vítimas acabam por pagar quantias elevadas por receio de processos judiciais, perda de pontos na carta ou envolvimento policial.

O que fazer perante uma situação suspeita

A autoridade deixa recomendações claras. Perante qualquer situação semelhante, a PSP aconselha: “não entregue dinheiro no local, não aceite pressões para resolver o assunto sem autoridades ou seguradoras, ligue de imediato para o 112 ou para a PSP e registe a matrícula e características do suspeito, sempre que possível”.

A polícia reforça que a denúncia destes casos é “essencial para identificar padrões, deter os autores e prevenir novas vítimas”.


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Miguel Braga
Miguel Braga
Miguel Braga integra a equipa editorial da Auto.pt, é licenciado em Comunicação Empresarial e sempre manteve uma forte ligação ao mundo automóvel, uma das suas áreas de eleição.

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