China impõe regras duras aos carros elétricos
A China prepara-se para apertar significativamente as regras de segurança aplicáveis aos veículos elétricos. As novas medidas vão obrigar os construtores a introduzir sistemas de monitorização e alterações de design que podem influenciar todo o setor automóvel a nível global.
Novas regras entram em vigor já no próximo ano
As autoridades chinesas anunciaram um conjunto de novos requisitos de homologação para carros elétricos, que passam a ser obrigatórios a partir de 1 de janeiro do próximo ano. O objetivo é reforçar os níveis de segurança dos veículos vendidos no país, numa altura em que a mobilidade elétrica cresce de forma acelerada.
De acordo com informações divulgadas pela agência Reuters, citando o Ministério da Indústria e Tecnologia da China, os fabricantes vão ter de se adaptar a critérios mais exigentes antes de colocarem novos modelos no mercado.
Monitorização permanente dos veículos
Uma das principais novidades é a obrigação de as marcas criarem plataformas digitais para acompanhar em tempo real a segurança dos veículos elétricos vendidos. O termo monitorização refere-se à recolha contínua de dados sobre o funcionamento do automóvel, incluindo sistemas críticos como bateria, travagem ou eletrónica de controlo.
Com base nessa informação, os construtores terão de adotar medidas corretivas sempre que forem detetados riscos, podendo implicar atualizações técnicas ou intervenções diretas nos veículos já em circulação.
Aceleração sob escrutínio das autoridades
Outra preocupação das autoridades chinesas prende-se com o desempenho extremo de alguns modelos elétricos. Em novembro do ano passado, o Ministério da Segurança Pública já tinha manifestado a intenção de impor limites mínimos aos tempos de aceleração dos 0 aos 100 km/h, defendendo que não devem ser inferiores a cinco segundos.
A aceleração dos 0 aos 100 km/h é um dos indicadores mais usados para medir a capacidade de arranque de um automóvel. Em veículos elétricos, estes valores são frequentemente muito baixos devido ao binário instantâneo dos motores, o que levanta preocupações em termos de controlo e segurança.
Fim dos puxadores retráteis nas portas
Uma das medidas mais concretas já anunciadas diz respeito ao design das portas. A partir de 1 de janeiro, passam a ser proibidos os puxadores retráteis e embutidos, utilizados por várias marcas por razões aerodinâmicas e estéticas.
Esta decisão surge após vários incidentes em que ocupantes ficaram presos no interior dos veículos em situações de emergência, devido à dificuldade em localizar ou acionar os puxadores.
Impacto além das fronteiras da China
Embora estas regras se apliquem ao mercado chinês, o seu impacto pode ser global. Muitas marcas chinesas estão atualmente em forte expansão internacional, incluindo na Europa e em Portugal, onde os processos de homologação já são rigorosos.
No contexto europeu, a Euro NCAP (programa independente de avaliação de segurança) tem vindo a atribuir classificações elevadas a vários modelos chineses. Exemplos recentes incluem o Deepal S05, o Geely Starray EM-i e o MG4 EV Urban, todos distinguidos com cinco estrelas.
Um sinal claro para a indústria automóvel
As novas regras mostram que a China pretende assumir um papel mais ativo na regulação da segurança automóvel, especialmente num setor onde lidera em volume de produção e inovação tecnológica.
A aposta em monitorização contínua, controlo de desempenho e alterações de design poderá influenciar o desenvolvimento de futuros modelos a nível mundial.
Fonte: Reuters
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