Conheça a cor mais popular nos carros europeus
As cores dos automóveis dizem muito sobre preferências culturais e tendências de consumo. Um estudo recente da JATO revela quais são as escolhas mais comuns dos europeus e onde surgem diferenças inesperadas.
Quais são as cores mais escolhidas para carros na Europa?
Os dados mostram uma clara preferência por tons neutros. Cinzento, branco e preto representam juntos quase 70% das compras de automóveis nos principais mercados europeus.
Opções como azul e vermelho aparecem bem atrás, enquanto cores mais expressivas, como verde, amarelo ou laranja, permanecem restritas a nichos muito específicos.

Este padrão confirma a importância da cor não apenas como fator estético, mas também como elemento associado à valorização do veículo no mercado de usados.
As exceções e os motivos
Apesar do domínio das cores neutras, alguns modelos conseguem contrariar a tendência. Carros de forte apelo emocional, como o Fiat 500 e o Renault 5, registam taxas muito superiores de escolha em tons vibrantes, incluindo amarelo, vermelho, azul e dourado.

Esta diferença mostra como os clientes destes segmentos valorizam a expressão pessoal e estão dispostos a pagar mais por cores que reforçam a identidade do automóvel. Enquanto isso, o marketing continua a usar cores vivas para captar atenção, mesmo sabendo que a maioria das compras recai em tons conservadores.
Qual é o impacto das pinturas especiais?
As pinturas metálicas continuam a ter grande procura, mesmo com um custo adicional médio de 700 euros. A adesão consistente mostra que os clientes reconhecem o valor estético e diferenciam estas opções das versões standard.
Como variam as preferências de interiores na Europa?
As escolhas de materiais no interior dos carros também revelam diferenças regionais. No Norte da Europa, os clientes privilegiam soluções premium: 57% na Alemanha e 53% no Reino Unido optam por investir entre 500 e 1.000 euros em interiores em pele.
Já no Sul da Europa, prevalecem opções mais acessíveis. Espanha (85%), Itália (75%) e França (75%) mostram clara preferência por estofos em tecido como escolha inicial.
Entre quem faz o upgrade, a maioria (63%) opta por materiais sintéticos, enquanto apenas 37% escolhem pele natural- reflexo da crescente atenção à sustentabilidade e da melhoria na qualidade das soluções artificiais.
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