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Primeiras falhas levantam dúvidas sobre os robotáxis

Primeiras falhas levantam dúvidas sobre os robotáxis

A Waymo foi obrigada a rever milhares de veículos autónomos nos Estados Unidos. Em causa está o risco de robotáxis entrarem em estradas inundadas durante situações de mau tempo extremo.

Waymo faz recall de 3800 robotáxis

A Waymo, empresa de condução autónoma pertencente ao grupo Alphabet, vai recolher cerca de 3800 robotáxis nos Estados Unidos depois de identificar um risco relacionado com circulação em estradas inundadas.

O termo robotáxi refere-se a um veículo autónomo usado para transporte de passageiros sem condutor humano ao volante. Estes veículos dependem de sensores, câmaras, mapas digitais e software avançado para interpretar o ambiente e tomar decisões de condução.

O recall surge após um incidente registado a 20 de abril, em San Antonio, durante condições meteorológicas extremas. Segundo a empresa, um veículo Waymo entrou numa faixa inundada. O automóvel não transportava passageiros e não houve feridos.

Falha levou a revisão de cenários de risco

Após o incidente, a Waymo analisou situações semelhantes envolvendo estradas alagadas, velocidades mais elevadas e vias impossíveis de atravessar devido à acumulação de água.

A empresa afirmou que está a trabalhar em novas proteções de software. Em comunicado, a Waymo declarou: “Estamos a trabalhar para implementar salvaguardas adicionais de software e já colocámos medidas de mitigação em prática, incluindo o aperfeiçoamento das nossas operações em condições meteorológicas extremas durante períodos de chuva intensa, limitando o acesso a áreas onde possam ocorrer cheias rápidas.”

Estas medidas procuram reduzir o risco de os veículos autónomos entrarem em zonas perigosas quando as condições da estrada mudam rapidamente.

Autoridade norte-americana acompanha o caso

A National Highway Traffic Safety Administration, conhecida pela sigla NHTSA, está a acompanhar o processo. Esta entidade é responsável pela segurança rodoviária nos Estados Unidos e supervisiona recalls, investigações e normas de segurança automóvel.

Segundo a NHTSA, a Waymo reduziu temporariamente o âmbito de operação dos seus veículos para reforçar restrições relacionadas com o mau tempo. A empresa também atualizou os seus mapas enquanto trabalha numa solução permanente.

Outros incidentes sob investigação

Este recall surge num momento em que a Waymo já enfrenta outras análises por parte das autoridades norte-americanas.

A NHTSA está a investigar um caso ocorrido em janeiro, em Santa Monica, na Califórnia, no qual um veículo autónomo da Waymo atingiu uma criança perto de uma escola primária, provocando ferimentos ligeiros.

Separadamente, a National Transportation Safety Board, conhecida como NTSB, também está a investigar outro incidente de janeiro. Nesse caso, veículos autónomos da Waymo terão passado por um autocarro escolar parado com as luzes ativadas, numa situação que terá violado a lei do estado do Texas.

A NTSB é uma entidade norte-americana que investiga acidentes e incidentes ligados aos transportes, incluindo aviação, ferrovia, transporte marítimo e rodoviário.

Segurança da condução autónoma volta ao debate

O caso reacende o debate sobre os limites atuais da condução autónoma. Embora os robotáxis sejam desenvolvidos para operar sem intervenção humana, situações imprevisíveis como cheias rápidas, trânsito escolar ou alterações repentinas na via continuam a representar desafios técnicos relevantes.

A condução autónoma depende de sistemas capazes de interpretar o ambiente em tempo real. No entanto, fatores como chuva intensa, água acumulada, má visibilidade e alterações inesperadas na estrada podem aumentar a complexidade da decisão.

Para empresas como a Waymo, a resposta passa por melhorar o software, atualizar mapas e restringir temporariamente a circulação em zonas onde o risco é maior.

Fonte: Reuters


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Miguel Braga
Miguel Braga
Miguel Braga integra a equipa editorial da Auto.pt, é licenciado em Comunicação Empresarial e sempre manteve uma forte ligação ao mundo automóvel, uma das suas áreas de eleição.

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