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Renault traça plano com 36 novos modelos até 2030

Renault traça plano com 36 novos modelos até 2030

A Renault quer mudar de velocidade. O grupo francês apresentou o plano estratégico “futuREady”, que promete 36 novos modelos até 2030, forte aposta na eletrificação e metas ambiciosas de rentabilidade e eficiência.

Um novo ciclo estratégico para o Renault Group

O Renault Group anunciou oficialmente o plano estratégico futuREady, marcando uma nova etapa após o programa “Renaulution”, lançado em 2021.

Segundo François Provost, CEO do grupo, “futuREady, o nosso novo plano estratégico, é um passo crucial no futuro do Renault Group. Num ambiente ainda mais competitivo, podemos apoiar-nos em fundamentos sólidos: as nossas marcas, os nossos produtos e os nossos resultados financeiros”.

O responsável acrescenta que o objetivo é colocar o grupo “no caminho de um desempenho robusto e sustentável, quaisquer que sejam os desafios que surjam”, sublinhando que a ambição passa por tornar-se “a referência da indústria automóvel europeia no palco global”.

36 novos modelos e ofensiva elétrica

O plano prevê o lançamento de 36 novos modelos até 2030, incluindo 22 na Europa (16 elétricos) e 14 para mercados internacionais.

A estratégia “Growth ready” coloca o produto e a experiência do cliente no centro da ofensiva.

Renault

A marca Renault pretende:

  • lançar 12 novos modelos na Europa;
  • acelerar a eletrificação da gama;
  • manter tecnologia híbrida na Europa após 2030;
  • reforçar a presença internacional com 14 lançamentos.

Até 2030, a marca aponta para mais de 2 milhões de veículos vendidos por ano, metade fora da Europa, e 100% de vendas eletrificadas na Europa.

Dacia

A Dacia continuará a apostar na competitividade preço/valor e quer que dois terços das vendas em 2030 sejam eletrificadas. A marca passará de um para quatro modelos elétricos na gama até ao final da década.

Alpine

A Alpine prepara a nova geração do A110 baseada na Alpine Performance Platform (APP), além de reforçar a gama com os modelos A290 e A390 e séries especiais como o A110 R Ultime.

O grupo quer atingir uma taxa de fidelização de clientes de 80% ao longo de um ciclo de dez anos até 2030.

Plataforma elétrica com 750 km de autonomia

No pilar “Tech ready”, o Renault Group aposta numa nova plataforma elétrica: RGEV Medium 2.0.

Esta arquitetura de 800 volts permitirá carregamentos ultrarrápidos - até 10 minutos em 2030 - e uma autonomia até 750 km em modo 100% elétrico (ciclo WLTP). Com um “range extender”, poderá atingir até 1.400 km, com emissões inferiores a 25 g de CO₂/km.

A arquitetura SDV (Software Defined Vehicle) permitirá atualizar 90% das funções por FOTA (Firmware Over The Air), ou seja, atualizações remotas de software. Será o primeiro fabricante europeu a lançar um SDV na Europa já em 2026.

O grupo quer reduzir o custo dos veículos elétricos em 40% face à geração atual e manter o investimento em I&D e Capex abaixo de 8% da receita.

Meta de dois anos para desenvolver um carro

No pilar “Excellence ready”, o objetivo é aproximar-se dos fabricantes chineses em velocidade e custo.

O grupo pretende:

  • reduzir o ciclo de desenvolvimento de um veículo para dois anos;
  • cortar incidentes de qualidade em 50%;
  • reduzir custos variáveis por veículo em cerca de 400 euros por ano;
  • diminuir até 40% os custos iniciais de novos projetos.

A utilização de inteligência artificial (IA) será transversal à produção. O grupo prevê reduzir 20% dos custos industriais globais, utilizar 30% menos peças por veículo e implementar 350 robôs humanoides para tarefas pesadas.

Produção para outras marcas

No pilar “Trust ready”, o Renault Group reforça o papel das parcerias estratégicas.

Até 2030, prevê produzir mais de 300 mil veículos por ano para fabricantes como Nissan, Mitsubishi Motors, Volvo Group (Renault Trucks), Geely e Ford.

Internacionalmente, a Índia será um polo estratégico de produção e fornecimento global, enquanto a Coreia do Sul e a América do Sul continuarão a desenvolver projetos em parceria com a Geely.

Objetivos financeiros ambiciosos

A médio prazo, o grupo aponta para:

  • margem operacional entre 5% e 7%;
  • fluxo de caixa livre automóvel igual ou superior a 1,5 mil milhões de euros por ano.

O objetivo final é consolidar o grupo como fabricante europeu de referência, com presença em 55% do mercado global (excluindo EUA, Canadá e China), equivalente a cerca de 50 milhões de unidades.

Fonte: Renault


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Miguel Braga
Miguel Braga
Miguel Braga integra a equipa editorial da Auto.pt, é licenciado em Comunicação Empresarial e sempre manteve uma forte ligação ao mundo automóvel, uma das suas áreas de eleição.

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