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Volkswagen traz de volta o GTI mais louco de sempre

Volkswagen traz de volta o GTI mais louco de sempre

Um dos GTI mais radicais de sempre regressou aos holofotes. Sem tejadilho, com 503 cv e tração integral, este Golf foi um conceito que nunca chegou à produção - mas voltou a surpreender.

O GTI que nunca chegou à estrada

A Volkswagen está a assinalar os 50 anos do emblema GTI com a reapresentação de alguns dos modelos mais marcantes associados à sigla “Grand Tourer Injection”. Entre eles surge um dos mais invulgares: o Volkswagen Golf GTI Roadster.

Este protótipo nasceu em 2014 como conceito virtual para o videojogo Gran Turismo 6, antes de ganhar forma física.

O modelo, originalmente apresentado em vermelho ou branco, surge agora em verde, numa provável referência à tonalidade Dark Moss Green Metallic do Golf GTI Edition 50

Um design radical sem ADN tradicional

Baseado na geração Mk7 do Golf, o Roadster foi profundamente alterado. Perdeu o tejadilho e os bancos traseiros, recebeu carroçaria totalmente nova e pilares C reinterpretados como arco de segurança. As portas abriam verticalmente, à semelhança de um superdesportivo.

O resultado foi um modelo com “hardly any Golf DNA left in the design”. Desde as entradas de ar no capot até à asa traseira de grandes dimensões, o conceito afastava-se claramente do visual tradicional do GTI.

Sem intenção de produção e livre de preocupações com regulamentação, a Volkswagen explorou uma abordagem mais extrema. O Roadster foi descrito como mais ousado do que o Volkswagen BlueSport, outro protótipo que acabou por não avançar para produção.

V6 biturbo e tração integral 4Motion

Debaixo do capot encontrava-se um motor 3.0 litros V6 biturbo com 503 hp e 560 Nm de binário. O termo “biturbo” refere-se à utilização de dois turbocompressores para aumentar a potência do motor, comprimindo o ar admitido e permitindo maior eficiência e desempenho.

Ao contrário dos GTI tradicionais, historicamente associados à tração dianteira, o Roadster adotou um sistema de tração integral 4Motion, semelhante ao utilizado no Volkswagen Golf R. O sistema 4Motion distribui a potência pelas quatro rodas, melhorando motricidade e estabilidade.

A transmissão escolhida foi uma caixa automática DSG de dupla embraiagem com sete velocidades. DSG significa “Direct-Shift Gearbox”, tecnologia que permite trocas de caixa rápidas e praticamente sem interrupção de potência.

0-100 km/h em 3,6 segundos

Em termos de prestações, o Golf GTI Roadster acelerava dos 0 aos 100 km/h em 3,6 segundos e atingia uma velocidade máxima de 309 km/h.

Curiosamente, era um décimo de segundo mais rápido até aos 100 km/h do que o conceito W12 de tração traseira, embora este último apresentasse velocidade máxima superior, de 325 km/h.

Peso acima do esperado

Apesar da ausência de tejadilho, o Roadster não era particularmente leve. Com sistema AWD e motor V6 de maior dimensão, o protótipo registava 1.421 kg, ligeiramente acima do Golf GTI Mk7 de três portas, a última geração sem portas traseiras.

O aumento de peso foi também influenciado pelos travões de maiores dimensões e pelos pneus de secção larga.

Fonte: Volkswagen


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Miguel Braga
Miguel Braga
Miguel Braga integra a equipa editorial da Auto.pt, é licenciado em Comunicação Empresarial e sempre manteve uma forte ligação ao mundo automóvel, uma das suas áreas de eleição.

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