O Bugatti que ficou 50 anos escondido e valeu milhões
Um dos achados mais impressionantes do mundo automóvel envolveu um Bugatti raro que permaneceu esquecido numa garagem durante meio século. O caso ganhou notoriedade internacional quando o modelo, coberto de pó e praticamente intacto após décadas de inatividade, foi finalmente descoberto e colocado em leilão.
O protagonista desta história foi um 1937 Bugatti Type 57S, adquirido em 1955 e guardado durante 50 anos sem utilização regular. O automóvel acabou por ser vendido por um valor milionário, reforçando o estatuto lendário da marca e demonstrando como a raridade e a preservação podem transformar um carro esquecido num verdadeiro tesouro automóvel.
Neste artigo analisamos os detalhes desta descoberta, o contexto histórico do modelo e o impacto da venda num dos mercados mais exclusivos do mundo: o dos clássicos raros.
Um Bugatti abandonado durante 50 anos

A história começa com o médico britânico Dr. Harold Carr, descrito como um acumulador compulsivo. Em 1955, adquiriu o Bugatti Type 57S por £895.
Após conduzir o carro durante alguns anos, decidiu guardá-lo numa garagem. A partir desse momento, o veículo permaneceu praticamente esquecido durante cinco décadas. No mesmo espaço encontravam-se outros objetos invulgares, incluindo um drone espião da Segunda Guerra Mundial, grande quantidade de equipamento médico, 1500 canecas de cerveja (beer steins) e centenas de recibos acumulados ao longo dos anos.
O Bugatti ficou coberto de pó e sujidade, mas manteve-se intacto. O facto de não ter sido utilizado durante 50 anos acabou por se revelar um dos principais fatores que contribuíram para o seu valor extraordinário no momento da venda.
A descoberta após a morte do proprietário
Dr. Harold Carr faleceu em 2017, aos 89 anos. Após a sua morte, a família iniciou o processo de organização dos bens deixados na propriedade. Foi nesse momento que o Bugatti abandonado voltou à luz do dia.
Apesar de existir uma espécie de “lenda local” de que o médico possuía um Bugatti, ninguém tinha confirmação concreta. Um familiar revelou que sabiam que ele tinha alguns carros, mas não imaginavam a dimensão do que estava guardado na garagem.
A descoberta surpreendeu até os próprios familiares. O modelo estava intacto, embora coberto por décadas de poeira acumulada.
O 1937 Bugatti Type 57S: um dos supercarros originais

O 1937 Bugatti Type 57S é frequentemente descrito como um dos “supercarros originais”. Quando foi construído, era capaz de atingir cerca de 130 mph (aproximadamente 209 km/h), numa época em que muitos automóveis da época mal chegavam aos 50 mph (aproximadamente 80 km/h).
Este desempenho excecional para a década de 1930 contribuiu para o estatuto lendário do modelo. O Type 57S era um símbolo de engenharia avançada, velocidade e exclusividade, características que definiram a reputação da Bugatti ao longo do século XX.
A linhagem do carro antes de ser escondido
O histórico de propriedade também desempenhou um papel relevante na valorização do veículo.
O Bugatti foi originalmente propriedade de Earle Howe em 1937, entusiasta de corridas e primeiro presidente do British Racing Driver’s Club. Manteve o automóvel durante oito anos antes de o vender, e acredita-se que o carro tenha passado por vários proprietários ao longo do tempo.
Em 1955, Dr. Carr adquiriu-o a Lord Ridley por £895. Esse valor, relativamente modesto na época, contrasta de forma impressionante com o preço alcançado no leilão décadas depois.
O leilão milionário
Após a redescoberta, o Bugatti foi levado a leilão na feira automóvel Retromobile, organizada pela Bonhams. O resultado foi extraordinário: o carro foi vendido por £3,043,293.
O valor final confirmou o enorme interesse internacional por modelos clássicos raros, especialmente quando apresentam:
- Estado original preservado
- Histórico de propriedade documentado
- Período prolongado de inatividade
- Raridade histórica
O facto de o carro ter permanecido intocado durante 50 anos contribuiu significativamente para a sua valorização.
O impacto mediático e histórico
Descobertas como esta despertam enorme atenção mediática por várias razões:
Primeiro, envolvem marcas lendárias como a Bugatti, cuja história está associada a exclusividade e performance extrema.
Segundo, reforçam o fascínio popular pelos chamados “barn finds” - veículos esquecidos que reaparecem após décadas.
Terceiro, demonstram como a história e o contexto podem ser tão importantes quanto o próprio estado mecânico do carro.
O Bugatti escondido durante 50 anos tornou-se símbolo dessa combinação rara entre mistério, raridade e valor histórico.
A partilha do valor entre a família
Após o leilão, os familiares manifestaram satisfação com o resultado. Segundo declarações citadas na imprensa, o valor obtido seria partilhado entre a família.
O que começou como uma descoberta surpreendente numa garagem transformou-se num episódio marcante para todos os envolvidos.
Fonte: The Sun
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