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Negócio que podia mudar combustíveis em Portugal caiu

Negócio que podia mudar combustíveis em Portugal caiu

A Galp e a Moeve colocaram um ponto final nas negociações para combinar os seus negócios de refinação e distribuição de combustíveis. O projeto podia criar um dos grandes operadores energéticos da Europa, mas as duas empresas não conseguiram chegar a um acordo.

Galp e Moeve terminam negociações

A Galp confirmou o fim das negociações com a Moeve para uma possível combinação das respetivas atividades de downstream.

As conversações decorriam há vários meses e tinham começado formalmente após um acordo não vinculativo anunciado a 8 de janeiro de 2026.

O objetivo passava por juntar parte dos negócios das duas empresas para ganhar escala, competitividade e capacidade de investimento no mercado europeu.

No entanto, depois de um período de negociações aprofundadas, as partes não conseguiram alcançar o alinhamento comercial necessário.

Downstream é a área do setor energético relacionada com atividades como refinação, distribuição e venda de combustíveis ao consumidor final. Inclui, por exemplo, refinarias, redes de postos de abastecimento e operações comerciais.

Plano previa duas grandes empresas

A operação estava desenhada para criar duas estruturas distintas.

Uma ficaria dedicada aos ativos industriais, incluindo a refinaria de Sines.

A segunda concentraria as atividades comerciais, incluindo as redes de postos de abastecimento das duas empresas.

A intenção era criar operadores com maior dimensão no mercado ibérico e europeu.

Refinaria de Sines estava no centro da operação

Um dos ativos mais importantes envolvidos era a refinaria de Sines.

A estrutura prevista para o negócio colocaria esta infraestrutura dentro da nova empresa dedicada aos ativos industriais.

A proposta chegou a gerar reservas relativamente ao futuro peso da Galp na gestão da refinaria, considerada uma infraestrutura estratégica para o abastecimento energético nacional.

Com o fim das negociações, Sines continuará integrada na estratégia autónoma da Galp.

Galp diz que operação tinha elevado potencial

Apesar do desfecho, a presidente do conselho de administração da Galp, Paula Amorim, continua a considerar válido o racional estratégico da operação.

Segundo a responsável, não foi possível alcançar “o alinhamento comercial necessário” para estabelecer uma parceria duradoura.

A Galp considera que a consolidação deste tipo de negócios continua a poder aumentar a competitividade, escala e capacidade de investimento das empresas energéticas.

Do lado da Moeve, o diretor-executivo Maarten Wetselaar confirmou igualmente que não foi possível chegar a um acordo comercial depois das negociações.


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Miguel Braga
Miguel Braga
Miguel Braga integra a equipa editorial da Auto.pt, é licenciado em Comunicação Empresarial e sempre manteve uma forte ligação ao mundo automóvel, uma das suas áreas de eleição.

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