Xpeng prevê condução autónoma total até 2027
A corrida pela condução autónoma acelera em todo o mundo. A Xpeng quer estar na linha da frente e já definiu um calendário ambicioso para transformar os robotáxis em realidade.
Xpeng aposta forte nos robotáxis
A Xpeng está a intensificar o investimento na condução autónoma, posicionando-se não apenas como fabricante automóvel, mas como uma empresa tecnológica focada na mobilidade do futuro.
Os robotáxis, veículos capazes de circular sem intervenção humana, estão no centro desta estratégia. O fabricante pretende lançar um serviço deste tipo na China já durante este ano, utilizando como base o SUV elétrico de seis lugares Xpeng GX.
Este conceito de robotáxi refere-se a táxis totalmente automatizados, capazes de transportar passageiros sem condutor, recorrendo a sensores, inteligência artificial e sistemas avançados de navegação.
Condução autónoma total a caminho
Durante a apresentação dos resultados financeiros de 2025, o CEO da empresa, He Xiaopeng, destacou a evolução do software como fator-chave para o avanço da tecnologia.
“Acreditamos que as capacidades de condução totalmente autónoma, ao nível de software, chegarão dentro de um a três anos - quer à China, quer globalmente”, afirmou o responsável.
A condução totalmente autónoma corresponde ao nível mais avançado de automação (frequentemente associado ao Nível 5), onde o veículo é capaz de operar sem qualquer intervenção humana em todas as situações.
Testes com passageiros ainda este ano
O plano da Xpeng passa por uma implementação progressiva, respeitando as exigências regulatórias. A empresa sublinha que este processo terá de ser feito de forma faseada, desde testes iniciais até à operação comercial completa.
Numa primeira fase, os testes com passageiros deverão começar na segunda metade do ano, ainda com condutores de segurança a bordo.
Este modelo híbrido permite validar o sistema em ambiente real, garantindo segurança enquanto a tecnologia evolui.
Autonomia total prevista para 2027
A transição para um serviço totalmente autónomo deverá acontecer gradualmente. Segundo as previsões da empresa, a eliminação do condutor de supervisão poderá concretizar-se até 2027.
Paralelamente, a Xpeng está a trabalhar não apenas no software, mas também nos componentes físicos e nos requisitos legais necessários para viabilizar este tipo de mobilidade.
Estratégia global e ecossistema aberto
A ambição da marca vai além do mercado chinês. O objetivo passa por expandir globalmente a tecnologia e criar um ecossistema aberto.
He Xiaopeng revelou que pretende permitir que parceiros utilizem “a plataforma, a tecnologia e os produtos” da empresa, com o objetivo de disponibilizar soluções de condução autónoma a nível mundial.
Este modelo poderá acelerar a adoção da tecnologia, permitindo que diferentes operadores integrem sistemas autónomos nos seus serviços de mobilidade.
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