Lucros da BMW afundam com elétricos chineses e tarifas
A BMW fechou 2025 com os lucros sob forte pressão. A quebra no mercado chinês, o impacto das tarifas internacionais e margens mais apertadas colocaram o construtor alemão no nível mais baixo desde a pandemia.
BMW regista queda de 11,5% no lucro operacional
O lucro operacional da BMW caiu 11,5% em 2025, para 10,2 mil milhões de euros. Este foi o valor mais baixo registado pelo grupo desde o período da pandemia de Covid-19.
O resultado antes de juros e impostos, conhecido pela sigla EBIT, tinha sido de 11,5 mil milhões de euros no ano anterior. O EBIT é um indicador financeiro que mostra o desempenho operacional de uma empresa antes de considerar juros e impostos.
O lucro líquido também recuou, diminuindo cerca de 3% para 7,5 mil milhões de euros. Já o volume de negócios desceu 6,3%, para aproximadamente 133,5 mil milhões de euros.
Margem automóvel fica abaixo do objetivo
A pressão foi particularmente sentida na divisão automóvel. A margem EBIT deste segmento caiu para 5,3%, um dos valores mais fracos dos últimos anos.
Este resultado ficou abaixo do intervalo objetivo definido pela BMW, que se situa entre 8% e 10%. A margem EBIT mede a rentabilidade operacional em percentagem das receitas, sendo um dos indicadores mais acompanhados na indústria automóvel.
Segundo a empresa, as tarifas comerciais tiveram um impacto relevante. Os direitos de importação dos Estados Unidos e a taxa da União Europeia sobre veículos elétricos fabricados na China afetaram diretamente as margens, em especial no caso da Mini, marca pertencente ao grupo BMW.
No total, as tarifas retiraram cerca de 1,5 pontos percentuais às margens ao longo do ano.
Tarifas travaram crescimento dos resultados
O diretor financeiro da BMW, Walter Mertl, afirmou que, sem o peso das tarifas, a empresa teria registado um aumento dos resultados em 2025.
Este impacto surge numa altura em que os fabricantes europeus enfrentam maior pressão internacional, tanto pela concorrência chinesa como pelas alterações nas regras comerciais entre grandes blocos económicos.
China penaliza contas da BMW
A China, maior mercado individual da BMW, teve um papel central na quebra dos resultados. As vendas da marca naquele país recuaram mais de 12% em 2025.
A descida foi provocada pela forte concorrência dos fabricantes locais, que têm vindo a ganhar terreno com veículos elétricos e eletrificados a preços competitivos.
Este cenário mostra como o mercado chinês, durante anos visto como motor de crescimento para marcas premium europeias, se tornou mais difícil e competitivo.
Europa e Estados Unidos compensam parte da queda
Apesar da pressão na China, a BMW entregou cerca de 2,46 milhões de veículos em todo o mundo em 2025, mais 0,5% do que no ano anterior.
O crescimento foi mais forte na Europa, onde as vendas ultrapassaram a marca de um milhão de unidades pela primeira vez desde antes da pandemia. Nos Estados Unidos, as entregas aumentaram cerca de 5%.
Estes resultados ajudaram a equilibrar parcialmente a quebra no mercado chinês, mas não foram suficientes para evitar a descida dos lucros e da margem operacional.
Eletrificação continua a crescer
A eletrificação foi um dos principais motores de crescimento da BMW em 2025. A marca entregou mais de 640 mil veículos eletrificados em todo o mundo, representando cerca de 26% das vendas totais.
Dentro deste universo, os modelos 100% elétricos corresponderam a cerca de 18% das vendas.
A submarca BMW M também atingiu um novo máximo, com mais de 213 mil veículos entregues. Este desempenho reforça a importância dos modelos desportivos e de alto desempenho dentro da estratégia da marca.
Neue Klasse será peça-chave no futuro
Um dos pilares centrais da estratégia da BMW é a nova arquitetura Neue Klasse. Esta plataforma foi lançada com o novo BMW iX3 e deverá acelerar a aposta da marca na mobilidade elétrica.
Uma plataforma automóvel é a base técnica sobre a qual diferentes modelos podem ser desenvolvidos. No caso da Neue Klasse, a BMW pretende integrar novas tecnologias, maior eficiência e soluções elétricas em vários segmentos da sua gama.
A marca vê esta arquitetura como essencial para manter competitividade nos próximos anos, especialmente num mercado onde a eletrificação e o software ganham cada vez mais peso.
Perspetivas para 2026 continuam prudentes
Para 2026, a BMW mantém uma previsão cautelosa. A marca espera que a margem EBIT da divisão automóvel fique entre 4% e 6%.
As tarifas deverão continuar a pesar nas contas, retirando cerca de 1,25 pontos percentuais às margens. A empresa prevê ainda uma queda moderada adicional nos resultados antes de impostos do grupo.
Apesar deste cenário, o presidente executivo da BMW, Oliver Zipse, procurou transmitir confiança. “Definimos o rumo certo nos últimos anos e não precisamos de alterar a nossa direção estratégica”, afirmou. O responsável acrescentou: “Desta forma, conseguimos manter a empresa no caminho do sucesso a longo prazo.”
Fonte: Carscoops
Procura um BMW usado? Encontre no Auto.pt
Se está à procura de um BMW usado, o Auto.pt reúne várias opções disponíveis no mercado, desde modelos compactos e eficientes até berlinas premium, SUV familiares e versões desportivas.
Com uma pesquisa simples e intuitiva, pode comparar preços, quilometragem, motorizações, equipamento e localização, encontrando mais facilmente o modelo que melhor se adapta ao seu perfil. Seja um BMW Série 1, Série 3, X1, X3, X5 ou uma versão elétrica da gama i, a plataforma centraliza diversas oportunidades num só lugar.
Para quem procura qualidade, desempenho e conforto premium, o Auto.pt torna a escolha de um BMW usado mais prática, rápida e informada.