Polestar recua e devolve botões aos carros
Depois de anos a apostar em interiores dominados por ecrãs, a Polestar prepara uma mudança importante. A marca sueca vai voltar a dar mais espaço aos comandos físicos, após pressão dos próprios clientes.
Polestar vai voltar a apostar em botões físicos
A Polestar prepara-se para introduzir mais comandos físicos nos seus automóveis. A decisão surge depois de vários clientes terem manifestado insatisfação com interiores demasiado dependentes de ecrãs táteis e comandos sensíveis ao toque.
Desde os Polestar 1 e Polestar 2, a marca sueca tem apostado numa abordagem minimalista, com poucos botões e uma grande centralização das funções no ecrã vertical. Esta solução aproxima-se da filosofia usada pela Tesla, onde muitos comandos tradicionais foram substituídos por menus digitais.
No entanto, a tendência começa a mudar. Embora os ecrãs continuem a ter um papel central nos automóveis modernos, várias marcas estão a recuperar botões físicos para funções essenciais.
Clientes pediram mais comandos tradicionais
Michael Lohscheller, CEO da Polestar, explicou que a marca mantém contacto direto com os seus clientes e que esse feedback teve influência na decisão.
“Temos um contacto muito próximo com os clientes. Temos um modelo de agência, por isso chegamos diretamente aos clientes, e temos uma comunidade muito grande que nos transmite as suas opiniões. Estamos, por isso, muito próximos deles”, afirmou o responsável.
Polestar 3 será o primeiro a mudar
A primeira aplicação visível desta mudança deverá surgir no Polestar 3. O SUV deverá passar a usar botões mais tradicionais no volante, substituindo parte ou a totalidade dos comandos táteis atualmente utilizados.
Os comandos táteis são superfícies sensíveis ao toque que substituem botões convencionais. Embora permitam um design mais limpo, podem ser menos intuitivos durante a condução, sobretudo quando obrigam o condutor a desviar a atenção da estrada.
A Mercedes-Benz e a Volkswagen também já começaram a recuperar botões físicos nos volantes de alguns modelos recentes, depois de críticas semelhantes por parte dos utilizadores.
“Os clientes querem os botões de volta”
O CEO da Polestar sublinhou que a decisão não resulta de uma mudança ideológica, mas sim da adaptação às necessidades reais dos utilizadores.
“Somos muito abertos. Não somos religiosos neste tema, no sentido de dizer ‘tem de ser assim’. O feedback dos clientes é esmagadoramente claro: querem os botões de volta. Por isso, vamos trazer os botões de volta”, afirmou Michael Lohscheller.
A declaração mostra uma mudança relevante na indústria. Durante anos, muitos fabricantes associaram interiores digitais e minimalistas a modernidade. Agora, a experiência de utilização volta a ganhar peso, sobretudo nas funções que precisam de ser acessíveis de forma rápida e segura.
Ecrãs continuam, mas com mais equilíbrio
A decisão da Polestar não significa o fim dos ecrãs nos automóveis. A tecnologia digital continuará a ser essencial para navegação, conectividade, multimédia, atualizações e personalização.
A diferença está no equilíbrio entre digitalização e usabilidade. Funções como volume, climatização, modos de condução ou comandos do volante podem beneficiar de botões físicos, por serem usados frequentemente durante a condução.
Este movimento mostra que a indústria começa a perceber que um interior moderno não precisa de eliminar totalmente a componente tátil. Botões, comandos físicos e ecrãs podem coexistir de forma mais funcional.
Sistemas de assistência também estão a ser revistos
Além dos comandos físicos, a Polestar está a trabalhar na melhoria dos seus sistemas avançados de assistência à condução. Estes sistemas são conhecidos pela sigla ADAS, que significa Advanced Driver Assistance Systems.
Os ADAS incluem tecnologias como manutenção na faixa, travagem automática, cruise control adaptativo e outros sistemas pensados para apoiar o condutor. Segundo o CEO da Polestar, todas estas funcionalidades “devem funcionar sem falhas”.
Antes de avançar para capacidades de condução autónoma mais avançadas, a marca quer aperfeiçoar os sistemas já existentes, recorrendo também ao feedback recolhido em utilização real.
Atualizações remotas continuam a ter papel importante
A Polestar também tem usado atualizações remotas para corrigir problemas e melhorar os seus automóveis. Estas atualizações, conhecidas como over-the-air, permitem alterar software do veículo sem necessidade de deslocação à oficina.
Um dos exemplos mencionados está relacionado com a chave digital do Polestar 3, em particular com a função de proximidade nas primeiras unidades do modelo.
“Em relação ao Polestar 3, levámos esses temas muito a sério e integrámo-los no automóvel do ano-modelo 2026”, afirmou Lohscheller. “Será uma melhoria muito, muito importante. Temos muitas atualizações over-the-air para corrigir problemas o mais rapidamente possível, porque a qualidade é a prioridade máxima.”
Uma mudança maior na indústria
A decisão da Polestar é mais um sinal de que a indústria automóvel está a rever o excesso de dependência dos ecrãs. Marcas que apostaram fortemente em interiores minimalistas começam agora a reconhecer que a experiência do utilizador nem sempre melhora quando tudo passa para o ecrã.
O caso é especialmente relevante porque a Polestar nasceu com uma identidade visual limpa, tecnológica e muito centrada no design escandinavo. Ao recuperar botões físicos, a marca mostra que não pretende abandonar essa imagem, mas sim torná-la mais funcional.
A ligação entre Polestar e Volvo também torna esta decisão importante. Alguns modelos da Volvo, como o EX30, também foram criticados por concentrarem demasiadas funções no ecrã central. A mudança na Polestar poderá influenciar futuras decisões dentro do mesmo universo automóvel.
Fonte: Autoblog
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