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Trump ameaça mexer novamente no preço do gasóleo

Trump ameaça mexer novamente no preço do gasóleo

A Europa pode enfrentar uma nova pressão sobre os preços dos combustíveis. Donald Trump admite restringir as exportações de gasóleo dos Estados Unidos, numa altura em que o mercado europeu está fortemente dependente desse fornecimento.

Trump admite restringir exportações de gasóleo

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou que a sua administração está a analisar seriamente uma limitação das exportações de gasóleo norte-americano para outros mercados.

“Estamos a pensar nisso muito seriamente”, afirmou Trump.

A possibilidade de uma proibição das exportações durante 90 dias já tinha sido avançada pela imprensa norte-americana. No entanto, o secretário da Energia dos Estados Unidos admitiu que Washington poderá optar por restrições em vez de um bloqueio total.

A decisão ainda não está tomada, mas poderá ter consequências particularmente relevantes para o mercado europeu.

Europa recebe dos EUA metade do gasóleo importado

A principal preocupação está na atual dependência europeia dos Estados Unidos.

Nos últimos meses, cerca de 50% do gasóleo importado pela Europa teve origem no mercado norte-americano. Uma redução significativa destas exportações poderia, por isso, retirar uma importante fonte de abastecimento.

Analistas da Argus Media alertam que eventuais restrições poderão levar os preços europeus do gasóleo para níveis “sem precedentes”.

Mercado já está pressionado por vários conflitos

A possível medida norte-americana surge num período de elevada tensão no mercado energético internacional.

A guerra no Médio Oriente continua a afetar o abastecimento de petróleo. Ao mesmo tempo, o conflito na Ucrânia e os ataques ucranianos a refinarias russas aumentam a pressão sobre a disponibilidade de produtos refinados.

Também nos Estados Unidos existem críticas à possibilidade de limitar as exportações, incluindo por parte da própria indústria.

Gasolina também pode ficar mais cara

Uma restrição às exportações poderá, à primeira vista, beneficiar os consumidores norte-americanos.

Se mais gasóleo permanecer nos Estados Unidos, a oferta interna aumenta e os preços poderão ficar sob pressão descendente.

Mas existe um possível efeito secundário. Se o preço internacional do gasóleo subir, as refinarias podem ter maior incentivo económico para dedicar mais capacidade à produção deste combustível.

Isso poderá significar menor capacidade disponível para produzir gasolina, criando também pressão sobre os preços deste combustível.

Condutores europeus ficam atentos à decisão

Para os consumidores europeus, a principal dúvida será perceber até que ponto uma eventual limitação norte-americana poderá reduzir a oferta disponível.

O impacto nos postos de abastecimento dependerá da dimensão das restrições, da duração da medida e da capacidade da Europa para encontrar fornecimentos alternativos.

Ainda assim, com os Estados Unidos a representarem cerca de metade das importações recentes de gasóleo, uma redução significativa poderá acrescentar pressão a um mercado que já enfrenta perturbações internacionais.


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Miguel Braga
Miguel Braga
Miguel Braga integra a equipa editorial da Auto.pt, é licenciado em Comunicação Empresarial e sempre manteve uma forte ligação ao mundo automóvel, uma das suas áreas de eleição.

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